Foi encontrado, no dia 5 de agosto, o corpo do brasileiro Gabriel Buchmann, que desaparecera no dia 17 de julho quando tentava escalar um monte localizado em parque florestal no Malauí. Autoridades médicas do país africano confirmaram que Gabriel morreu de hipotermia. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) prestou todo apoio possível à operação de busca do brasileiro a partir do momento em que foi informado de seu desaparecimento, em 21 de agosto. A Divisão de Assistência Consular do MRE financiou operações de buscas terrestres e por helicóptero na tentativa de encontrá-lo com vida. Enviou recursos no valor de 1800 dólares para contratar equipes de buscas no local, que é de difícil acesso, e gastou cerca de 7500 dólares no aluguel de um helicóptero de resgate, além de deslocar funcionários ao Malauí.
A operação de resgate no Malauí, onde não existe representação diplomática brasileira, demandou mobilização das Embaixadas brasileiras no Zimbábue, África do Sul, Moçambique e Zâmbia, em coordenação com diplomatas da DAC em Brasília, que mantiveram contato constante com familiares do brasileiro. O oficial de chancelaria José Cruz, vice-cônsul em Pretória, prestou assistência aos familiares de Gabriel que viajaram ao Malauí e à equipe de busca canadense que auxiliou as operações. O conselheiro Pedro Menezes, com experiência em montanhismo, deslocou-se de Lisboa.
O Malauí era uma das últimas paradas de Gabriel Buchmann em sua longa viagem por países da Ásia, Oriente Médio e África, na qual pretendia conhecer em primeira mão situações de pobreza, tema do curso de doutorado em economia que iniciaria nos Estados Unidos em agosto. Após ter alcançado o pico Sapitwa, no dia 17 de julho, o brasileiro foi surpreendido por variação climática brusca, perdeu-se e foi abatido pelo frio, falecendo, de acordo com as autoridades médicas locais, no dia 19 de julho. Para se proteger do frio, ele se cobriu com folhagem e capim. É provável que isso tenha dificultado sua localização pelas equipes de resgate. Seu corpo foi encontrado, acidentalmente, por camponeses locais.
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