Foi realizado entre os dias 30 e 31 de agosto em Porto Alegre, o Congresso Internacional de Experts em Câncer do Colo do Útero. O evento que aconteceu no auditório da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), reuniu médicos e enfermeiros de todo o Estado e contou com a participação de ilustres autoridades desta área da saúde de várias partes do Brasil e do mundo. Entre esses "experts" estava o presidente da Associação Brasileira de Genitoscopia (ABG), Dr. Nelson Valente, o chefe do Grupo de Rastreamento de Câncer de Colo do Útero da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Rengaswamy Sankaranarayanan; a professora da Faculdade Médica da Universidade de Miami, Dra. Nahida Chakhtoura; o presidente da Sociedade Americana de Colposcopia e Patologia Cervical (ASCCP), Dr. Daron Ferris e a professora da Universidade da Carolina do Norte (UNC), Dra. Jennifer Smith. Representantes do Instituto Nacional do Câncer e das Secretarias Municipais de Saúde também marcaram presença.
As palestras que aconteceram durante todo o dia, inclusive em horário de almoço, trouxeram novidades no tratamento e na prevenção ao Câncer de Colo do Útero, causado pelo vírus HPV (Humam Papiloma Virus, ou Papiloma Vírus Humano). Também foi abordado entre os temas a manifestação e conseqüência do vírus HPV no homem, que pode se dar em forma de verrugas e se transformar em câncer de pênis. Uma das causas da doença é a falta de higiene e o excesso de pele no órgão genital. Casos de câncer por HPV no homem são bem menos comuns do que a incidência de câncer por HPV nas mulheres. Em situações muito graves, faz-se necessária a retirada do pênis. O auto-exame é essencial na prevenção deste tipo de câncer.
Dentre os 150 tipos de vírus HPV existentes, os médicos alertam que 15 podem causar o Câncer de Colo do Útero. A boa notícia é que já existem vacinas para dois desses tipos, sendo eles o HPV 16 e o 18, e as mesmas devem chegar ao Brasil de forma bem mais acessível que a atual, que custa em média R$2,000 pelas 3 doses necessárias. Essas vacinas prometem revolucionar o tratamento a essa doença. O tempo necessário para que a vacina elimine o Câncer de Colo do Útero não será tão rápido quanto o desejado por todos que lutam por essa causa, mas já representa um grande avanço da medicina.
A prevenção pela vacina se dá em dois tipos: a prevenção primária, com mulheres que ainda não têm uma vida sexual ativa, e a prevenção secundária, para mulheres que já são ativas sexualmente. Outras formas de prevenção podem ser feitas pelo tradicional exame papanicolau e por inspeção visual, com o uso de dois corantes que já estão disponíveis nos postos de saúde do Estado: o ácido acético e o lugol. Uma das preocupações com o uso da vacina é que a população deixe de fazer exames de prevenção na medida em que ela seja aplicada. Para isso, "é extremamente importante que a sociedade seja informada da importância de se fazer a vacina, mas principalmente, de se manter os exames de prevenção, pois esses dois meios de eliminar o câncer de colo do útero devem andar juntos", explica o chefe do Grupo de Rastreamento de Câncer do Colo do Útero da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Rengaswamy Sankaranarayanan. O encontro organizado pelo Instituto de Prevenção ao Câncer de Colo do Útero (Incolo) teve o apoio da Organização Mundial da Saúde, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado.
Fonte: www.colodoutero.com.br
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