Uma ponte sobre o rio Mississippi, na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, desmoronou no horário de maior movimento no final da tarde desta quarta-feira. Segundo o chefe do Corpo de Bombeiros, Jim Clack, até agora foram confirmadas sete mortes e há pelo menos 60 feridos. Mais de 50 veículos caíram no rio.
"Nós acreditamos que esse número (de mortos) vai aumentar", disse Clack. Segundo ele, as equipes de resgate não esperam encontrar mais sobreviventes. O acidente aconteceu às 18h05 (20h05 pelo horário de Brasília) na ponte interestadual I-35W, uma construção de 40 anos que passava por reformas.
Carros, caminhões, ônibus e pessoas que passavam pela ponte caíram no rio, a uma altura de 20 metros. Outras pessoas ficaram presas nas partes da ponte que não desabaram. Um caminhão pegou fogo.
À noite, o trabalho de busca por sobreviventes foi interrompido porque, segundo as autoridades locais, é muito perigoso para os mergulhadores trabalhar em meio aos carros e escombros da ponte submersos no rio.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos disse que até o momento não há indícios de que a queda da ponte se trate de um atentado terrorista.
Carros, caminhões, ônibus e pessoas caíram no rio
No momento do acidente, o tráfego estava lento na ponte e apenas duas das oito pistas estavam abertas para a passagem de veículos. As outras permaneciam fechadas para reparos.
Testemunhas disseram ter ouvido um estrondo na hora em que a ponte desabou.
Um ônibus escolar com cerca de 60 crianças a bordo ficou pendurado na ponte e quase caiu, mas as crianças conseguiram ser resgatadas e levadas para um local seguro, sem ferimentos graves.
Um trem de carga que passava embaixo da ponte na hora do acidente foi partido ao meio ao ser atingido por um bloco de concreto.
O serviço de enfermaria do centro médico Hennepin County disse à rádio local WCCO que o hospital está recebendo vários pacientes, alguns em estado crítico.
"Esta é uma catástrofe de proporções históricas", disse o governador do Estado de Minnesota, Tim Pawlenty, em entrevista coletiva.
O governador afirmou que a ponte havia passado por uma inspeção em 2006, na qual não foi verificado nenhum problema estrutural.
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